Uma esperança que nunca morre

18.10.18


Hoje eu vim falar das minhas dores

Não, não são de amores

É dor pelos meus irmãos e irmãs

Posso ter vários defeitos,

Mas me considero uma pessoa sã
.
Sou dita privilegiada por minha cor

E realmente sou

Só que isso não anula o fato

De eu saber de onde vim

E para onde vou!
.
Faz o teste de DNA pra ver o que tu encontra!

Uma mistura étnica inegável

Inclusive no sangue de Hitler, de outros preconceituosos

Até do inominável!
.
Eu não nego minhas origens

Que, aliás, são as da humanidade

Estuda um pouco de história

E engula toda a verdade!
.
Resolvi falar sobre isso

Porque me dói!

Preconceito, intolerância e tanto ódio!

Nessa corrida eleitoral

Clamo para que o amor

Esteja no número 1 do pódio
.
Só que não tá fácil

São tempos difíceis

Ainda que o óbvio

Seja algo indiscutível!
.

E as dores que trago hoje

Não se tratam somente

Dos irmãos e irmãs negros!

É pelos LGBTQ+

Indígenas

Pobres

Trabalhadores

Religiões

Mulheres

É, enfim, pela Democracia

Que está em perigo

Por causa de afirmações

Ingênuas, vazias...
.
Não há fundamento

Coerência

Inteligência

Nos discursos pró ditadura

Tortura

Loucura!!!
.
Meus olhos choram

Minha alma sangra

Por tantos que apoiam

Uma alma insana...
.
Iludidas esperanças

Em um líder despreparado

Que tem como herói

Um torturador sanguinário!
.
Se a apologia à violência e tortura

Não são capazes de tocar teu coração

Sinto muito em te dizer, mas

És conivente, então, irmão!
.
Irmãs e irmãos considerados minorias

Mas que juntos formamos uma (r)evolução!

Sigamos firmes, resistentes, para sermos maioria

E vamos juntxs. Pega firme na minha mão!
.
Desejo o descortinar das Fake News

E que votes contra toda essa dor

Desejo poesia, igualdade, giz e não fuzil

Clamo, com lágrimas nos olhos, pela vitória do AMOR!

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