Utopia?

9.5.18

Imagine uma escola em que os alunos, além de aprenderem as disciplinas normais, também tivessem aulas sobre Moral, Ética, Política? E ao invés de Ensino Religioso, teria a disciplina Espiritualidade? Tenho certeza que, se assim fosse, teríamos um mundo bem diferente do que vemos hoje em dia. Menos violento, com mais harmonia, mais igualdade. Nas três primeiras que citei, o conteúdo programático seria relacionado ao comportamento perante os outros e a si mesmo. Algo como: "faça para os outros o que gostaria que fosse feito pra você". 
Teria lições sobre respeito ao meio-ambiente. Desde muito pequenos se aprenderia a dar o valor devido a água, aos animais, as plantas e tudo mais que se correlacione com estes. Verdades seriam ditas as crianças. E não conversas falsas sobre "como o mais importante é se ter uma carreira, ser rico e o abuso do consumismo". Viria em primeiro lugar a satisfação das nossas verdadeiras necessidades: comida, higiene, roupas, claro. Tudo na medida certa. Não se viveria pra consumir, mas se consumiria pra viver. 
Se poderia ter mais de um par de sapatos, várias roupas, etc, desde que isso não fosse a prioridade de nossas vidas e não nos fizesse sofrer. "Como vou viver sem aquela bolsa?", "Preciso comprar o carro do ano!". Alguns podem até achar que o que estou dizendo é um exagero, mas realmente existem pessoas assim. Vivem para o consumo. Não conseguem fugir das "necessidades" que a mídia insiste em nos fazer acreditar que precisamos. É preciso haver um equilíbrio entre as nossas necessidades e as nossas "paixões". Ter bastante coisas materiais não se torna nocivo se tivermos em mente que são coisas efêmeras e não essenciais para a nossa felicidade! É isso que temos que ensinar nas escolas. 
É, na verdade, da alma que temos que cuidar. Sei que aí eu entro em um terreno polêmico. Obviamente serei bombardeada pelos meus amigos que não acreditam na espiritualidade. Mas creio que eles vão concordar que o equilíbrio entre corpo e mente não exige uma crença, nem uma montanha de bens materiais. Longe disso! Depende sim de se estar bem consigo mesmo. Com o seu coração, com sua saúde. E podemos obter esse equilíbrio se aprendermos desde crianças a importância que se tem cuidar primeiramente de nosso templo (corpo, mente e espírito, para os que acreditam nele...). 
E nessa escola utópica que Joshua Stone* me fez refletir, a disciplina de Espiritualidade nos mostraria o leque religioso existente em nosso planeta. Se aprenderia sobre todas as religiões do mundo. Todas elas mesmo. Sem exceções. Ficaria claro, que todas buscam o mesmo propósito, com caminhos diferentes, distorcidos pelos homens, mas igualmente nobres. Caberia a cada indivíduo escolher a que julgasse mais harmônica com o seu ser. Valeria tudo: optar por uma, por todas, por nenhuma, ou pelo melhor de cada uma delas, que é o meu caso: o chamado universalismo religioso. Mas todos se respeitariam. Respeitariam o ponto de vista de cada um. Saberiam ouvir mais e falar menos. Guerras Santas? Esse termo jamais existiria! Afinal, não teria motivos pra nenhuma discórdia de cunho maléfico. 
Teriam "conflitos de idéias e não de pessoas" e que, bem conversadas, se chegaria a um denominador comum, ou cada um ficaria com a sua verdade... Logo, imperaria a harmonia entre todos. 
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Tudo isso que estou trazendo é, na verdade, muito mais profundo do que imaginamos. Engloba muito mais do que uma simples mudança nos currículos escolares. Traz à tona os mais diversos problemas sociais, mas não pretendo me aprofundar no assunto. Não agora. 
Em tempo: acredito que a mudança tenha que ocorrer primeiro dentro de nós. Gosto de consumir, mas também sei dar o devido valor as coisas. E aceitaria, sem problemas, fazer parte de uma sociedade muito mais simples e igualitária, pois sei que teríamos uma qualidade de vida muito melhor! Com o tempo, internalizaríamos o verdadeiro sentido da vida, que é o de sermos felizes, mas sempre vivendo em harmonia com nossos semelhantes e a natureza.  
Que tal, então, refletirmos mais sobre os nossos valores e que dermos mais atenção ao nosso verdadeiro papel neste planeta? Temos que focar mais na edificação (em todos os sentidos) e não na destruição! Corremos contra o tempo para ter tempo. Tempo esse que desperdiçamos correndo atrás das coisas erradas. Pensemos sobre isso...
*No livro Psicologia da Alma, Joshua Stone propõe um novo modelo de escolas. Foi a partir dele que refleti sobre o assunto. Este livro é interessantíssimo para quem se preocupa em evoluir espiritualmente. É um tanto psicodélico pra quem não tem muito conhecimento e interesse no assunto, mas mesmo pra esses, pode ter um valor significativo no que se refere a uma sociedade melhor. Aos interessados, é uma excelente dica de leitura.

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