Sensações...

26.1.18

É deliciosamente inexplicável como certos vocábulos concatenados e formando períodos causam (devido sua disposição sintática e semântica) catarse em mim. A verdade é que me assustam certas reações que meu corpo manifesta. Não sei se são devido ao toque em minha alma ou se referem a reflexos fisiológicos e mecânicos dos átomos que constituem meu ser.
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Sinceramente não me interessa se são causas ou conseqüências, objetividades ou subjetividades, sagradas ou profanas... Não busco respostas pontuais. Apenas sinto-me obrigada a externalizar meu estranhamento. Não penso ser possível -ou justo, melhor dito!- que haja algum indivíduo neste vasto mundo que não sinta certos arrepios inesperados. Ali, naquelas situações cotidianas em que nos vemos surpreendidos pelo choque entre o que é pragmático e o seu antônimo...
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São tropos que perpassam o choro, o riso largo ou tímido, a euforia disfarçada, a dor que insiste em pesar e que resultam nesses “sempres” em poner mis pelos de punta! E isso ocorre ao ouvir o poema que com suas palavras polissêmicas me invadem a carne, pelo solo de um saxofone que perpassa os ossos, devido expressões emitidas de bocas de desconhecidos (ou não!) e naquele cruzar de olhares que modificam células, instantaneamente, e que põe minha alma em chamas! Intenso ardor que surge em uma fração de segundos me fazendo concluir que, se eu não tivesse o privilégio de senti-lo, ao menos uma vez que fosse, em cada um de meus ternos dias, eu, provavelmente, não compreenderia o sentido de viver...



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