Andarilha

23.11.17

Andarilha. Assim me defino. Defino, mas sem definição. Percorro os caminhos do tempo, da alma e dos ventos, mas não me cobro determinação. O meu tempo é o das estrelas... Sem eira nem beira, me entrelaço à multidão. Multidão de sonhos, amores e sabores que buscam, no viver, certa razão... Mas não razão estática, esquelética, opaca. E, sim, a mutável. A que devora experiências que dão a possibilidade de me reinventar! Caminho. Procuro respostas, mas me encanto com as tantas perguntas que fazem minha sanidade insana. Errônea. Brincalhona e aprendiz. Por vezes emudeço, ainda que isso seja raro... Mas veja bem, meu caro, sei do valor que tem um silêncio, ainda mais para as constantes tagarelices minhas... Assim apareço! Quase nunca esmoreço, por mais que nem sempre o apreço seja o que eu recebo... Nem todos agrado e tudo bem... Até já fui mal interpretada por meu jeito meio insano, porém tão doce e humano... Fui acusada de fingida e nem por isso perdi o balanço, afinal, andarilhar por tantos cantos nos faz suscetível a alguns enganos... Errar faz parte da evolução. Acertar, também. Assim como receber o não! Ah, meu irmão, mas não me perco nas armadilhas dos infortúnios ou insucessos do percurso. Tudo o que eu peço, é o continuar andarilhando pela poesia que é a vida. Com idas e vindas. Chegadas e partidas. Tristezas, alegrias. Não importa! A vida existe ininterruptamente. Passado, presente e futuro em um todo quântico caótico e sublimemente organizado... E então, permaneço me definindo indefinidamente: andarilha...

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